A iniciativa “À conversa com...” que teve como convidado Mário Zambujal, permitiu-me retirar duas conclusões: a primeira referente ao facto de existir público no nosso concelho interessado neste tipo de iniciativas de âmbito cultural que visam promover o debate, a reflexão, o conhecimento. Foram muitos aqueles que visitaram o excelente espaço comercial que a Livraria Camões oferece. Realço, neste ponto, o excelente acolhimento a esta iniciativa, proporcionado pelo Sr. António Simões, gerente deste espaço. Parece-me importante que este tipo de iniciativas, até agora centradas na Biblioteca Municipal, possam ser realizadas em espaços menos institucionais, mais informais. A promoção do livro e da leitura passa também pela realização deste tipo de parcerias. A segunda conclusão tem a ver com a personalidade escolhida. Mário Zambujal, que comemorou este ano o 70.º aniversário, transmitiu-nos parte da sua vasta experiência profissional em prol da cultura e do jornalismo português. Mas, mais do que isso, conquistou toda a plateia pela simpatia, pelo excelente comunicador que é, e, acima de tudo, pelo aquele sorriso cativante que se guarda dos tempos em que apresentava um programa desportivo na RTP1.
Mário Zambujal apresentou o livro com que comemora os 70 anos, “Primeiro as Senhoras”, com sessão de autógrafos.
Dados Biográficos de Mário Zambujal
Autor de ficção, não leva esta actividade muito a sério, apesar dos dificilmente ignoráveis êxitos. Considera, por exemplo, o seu primeiro livro, Crónica dos Bons Malandros, "um trabalho de jornal que por acaso é ficção". Iniciou-se como jornalista profissional em A Bola, em 1961, e é apresentado como tal que, sem dúvida, melhor se sente. Costuma dizer que a história da sua vida se resume a anotar as etapas a partir dos jornais por onde passou. E foram muitos. Se tinha vinte e cinco anos quando entrou para A Bola, sete anos mais tarde ingressou no Diário de Lisboa, que deixou no ano seguinte (1968), trocando-o pelo Record, então dirigido por Artur Agostinho. Em 1970 entra para O Século, onde no 25 de Abril de 1974 era chefe de redacção; manteve-se nestas funções de chefia até meados de 75, altura em que assumiu a direcção do Mundo Desportivo ("fui-me embora para as Berlengas", segundo as suas palavras). A convite de Vítor Cunha Rego, transitou para chefe de Redacção do Diário de Notícias, após os acontecimentos do 25 de Novembro. O Sete, de que foi o primeiro director, foi a experiência seguinte, e depois o trabalho na televisão, integrando actualmente o quadro da RTP. Incursão muito notada igualmente na rádio, no programa "Pão com Manteiga" (de que foi co-autor dos textos posteriormente reunidos em livro). Assume igualmente a co-autoria de alguns textos de teatro de revista como "Não Batam Mais no Zézinho", "Isto É Maria Vitória" ou "Toma Lá Revista". Quanto aos seus livros de ficção, Crónica dos Bons Malandros (1980), que seria objecto de adaptação cinematográfica, é um percurso trágico-burlesco pelo mundo da marginalidade lisboeta, pela precaridade quotidiana dos vigaristas de pacotilha que sonham com "o grande golpe" que os arranque do pequeno submundo anónimo. Em Histórias do Fim da Rua, segundo livro de ficção editado três anos mais tarde, Mário Zambujal entrelaça histórias que têm a ver com a Rua de Trás, em demolição, sacrificada a um "progresso" protagonizado por especuladores imobiliários e, simultâneamente, por um casal - Nídia e Sérgio -, perfis muito característicos de uma perfeita dissolução, tanto no que diz respeito a uma geografia urbana como a uma relação sentimental com dez anos de vida. O seu terceiro livro, publicado outros três anos mais tarde, intitula-se À Noite Logo se Vê e retomou o sucesso do primeiro, distanciando-se do relativo silêncio votado ao anterior. Quanto ao argumento, é exposto de rompante, logo na página 4: "No tempo inteiro de quatro anos, quatro, não nasceu nenhuma criança, uma que fosse, menino ou menina, na aldeia do Roseiral" e Mino Miralva, narrador de muitas histórias, começa a investigar. De resto, o autor continua a considerar-se como um jornalista que escreve para se divertir, com um humor infantil, matreiro, marcado por uma linguagem ágil e cheia de um humor genuíno e fresco, e uma prosa despretensiosa e criadora de personagens que só por si constituem todo um universo ficcional: "O Cacildo Tavares, sacrificado repórter da velha guarda", ou o "imparável fura-vidas Jacinto Rebite" são exemplos que fazem do último romance de Mário Zambujal, como disse uma crítica conceituada, "a fantástica recuperação de um risco que andava por aí perdido".
Principais Títulos
Crónica dos Bons Malandros, (1980)
Histórias do Fim da Rua (1983)
À Noite Logo se Vê (1986)
Os novos mistérios de Sintra (2005)
Primeiro as Senhoras (2006)A definição das nossas prioridades, das nossas metas, tem que passar por um amplo movimento participativo dos cidadãos e da capacidade de os mobilizar para a construção do nosso futuro colectivo.
quinta-feira, 20 de julho de 2006
À Conversa com Mário Zambujal
A iniciativa “À conversa com...” que teve como convidado Mário Zambujal, permitiu-me retirar duas conclusões: a primeira referente ao facto de existir público no nosso concelho interessado neste tipo de iniciativas de âmbito cultural que visam promover o debate, a reflexão, o conhecimento. Foram muitos aqueles que visitaram o excelente espaço comercial que a Livraria Camões oferece. Realço, neste ponto, o excelente acolhimento a esta iniciativa, proporcionado pelo Sr. António Simões, gerente deste espaço. Parece-me importante que este tipo de iniciativas, até agora centradas na Biblioteca Municipal, possam ser realizadas em espaços menos institucionais, mais informais. A promoção do livro e da leitura passa também pela realização deste tipo de parcerias. A segunda conclusão tem a ver com a personalidade escolhida. Mário Zambujal, que comemorou este ano o 70.º aniversário, transmitiu-nos parte da sua vasta experiência profissional em prol da cultura e do jornalismo português. Mas, mais do que isso, conquistou toda a plateia pela simpatia, pelo excelente comunicador que é, e, acima de tudo, pelo aquele sorriso cativante que se guarda dos tempos em que apresentava um programa desportivo na RTP1.
Mário Zambujal apresentou o livro com que comemora os 70 anos, “Primeiro as Senhoras”, com sessão de autógrafos.
Dados Biográficos de Mário Zambujal
Autor de ficção, não leva esta actividade muito a sério, apesar dos dificilmente ignoráveis êxitos. Considera, por exemplo, o seu primeiro livro, Crónica dos Bons Malandros, "um trabalho de jornal que por acaso é ficção". Iniciou-se como jornalista profissional em A Bola, em 1961, e é apresentado como tal que, sem dúvida, melhor se sente. Costuma dizer que a história da sua vida se resume a anotar as etapas a partir dos jornais por onde passou. E foram muitos. Se tinha vinte e cinco anos quando entrou para A Bola, sete anos mais tarde ingressou no Diário de Lisboa, que deixou no ano seguinte (1968), trocando-o pelo Record, então dirigido por Artur Agostinho. Em 1970 entra para O Século, onde no 25 de Abril de 1974 era chefe de redacção; manteve-se nestas funções de chefia até meados de 75, altura em que assumiu a direcção do Mundo Desportivo ("fui-me embora para as Berlengas", segundo as suas palavras). A convite de Vítor Cunha Rego, transitou para chefe de Redacção do Diário de Notícias, após os acontecimentos do 25 de Novembro. O Sete, de que foi o primeiro director, foi a experiência seguinte, e depois o trabalho na televisão, integrando actualmente o quadro da RTP. Incursão muito notada igualmente na rádio, no programa "Pão com Manteiga" (de que foi co-autor dos textos posteriormente reunidos em livro). Assume igualmente a co-autoria de alguns textos de teatro de revista como "Não Batam Mais no Zézinho", "Isto É Maria Vitória" ou "Toma Lá Revista". Quanto aos seus livros de ficção, Crónica dos Bons Malandros (1980), que seria objecto de adaptação cinematográfica, é um percurso trágico-burlesco pelo mundo da marginalidade lisboeta, pela precaridade quotidiana dos vigaristas de pacotilha que sonham com "o grande golpe" que os arranque do pequeno submundo anónimo. Em Histórias do Fim da Rua, segundo livro de ficção editado três anos mais tarde, Mário Zambujal entrelaça histórias que têm a ver com a Rua de Trás, em demolição, sacrificada a um "progresso" protagonizado por especuladores imobiliários e, simultâneamente, por um casal - Nídia e Sérgio -, perfis muito característicos de uma perfeita dissolução, tanto no que diz respeito a uma geografia urbana como a uma relação sentimental com dez anos de vida. O seu terceiro livro, publicado outros três anos mais tarde, intitula-se À Noite Logo se Vê e retomou o sucesso do primeiro, distanciando-se do relativo silêncio votado ao anterior. Quanto ao argumento, é exposto de rompante, logo na página 4: "No tempo inteiro de quatro anos, quatro, não nasceu nenhuma criança, uma que fosse, menino ou menina, na aldeia do Roseiral" e Mino Miralva, narrador de muitas histórias, começa a investigar. De resto, o autor continua a considerar-se como um jornalista que escreve para se divertir, com um humor infantil, matreiro, marcado por uma linguagem ágil e cheia de um humor genuíno e fresco, e uma prosa despretensiosa e criadora de personagens que só por si constituem todo um universo ficcional: "O Cacildo Tavares, sacrificado repórter da velha guarda", ou o "imparável fura-vidas Jacinto Rebite" são exemplos que fazem do último romance de Mário Zambujal, como disse uma crítica conceituada, "a fantástica recuperação de um risco que andava por aí perdido".
Principais Títulos
Crónica dos Bons Malandros, (1980)
Histórias do Fim da Rua (1983)
À Noite Logo se Vê (1986)
Os novos mistérios de Sintra (2005)
Primeiro as Senhoras (2006)quinta-feira, 29 de junho de 2006
Noite de Poesia - Evocação a David Mourão-Ferreira e contemporâneos
No âmbito da Festa do Livro e da Leitura a decorrer na Biblioteca Municipal Marcelino Mesquita entre os dias 21 de Junho e 2 de Julho, irá realizar-se amanhã, sexta-feira, pelas 21h30m mais uma noite de poesia.
No ano em que se assinala o 10.º aniversário do desaparecimento de David Mourão-Ferreira, a nossa escolha, para esta Noite de Poesia, recaiu na evocação da sua obra e de outros poetas contemporâneos. Organizado pelo Pelouro da Cultura, esta evocação teve, na sua organização, a colaboração voluntária da Dr.ª Ana Blazer.
Esperamos por si amanhã à noite na Biblioteca Municipal Marcelino Mesquita. Não se esqueça de trazer um poema para partilhar connosco. Mesmo que não seja da sua autoria. Até amanhã!
quarta-feira, 14 de junho de 2006
Centro Cultural - A qualificação do espaço urbano como caminho para a modernidade cultural
1. A partir do acto inaugural, a 10 de Junho de 2005, o concelho do Cartaxo e a nossa região passaram a contar com um equipamento cultural da maior importância. A aposta numa equipa jovem e versátil para dinamizar o Centro Cultural tem sido fundamental para valorizar e potenciar as suas diversas valências, num conjunto de importantes e marcantes espectáculos já realizados.
No balanço de um ano de actividade, penso ser consensual constatar que o Centro Cultural – Município do Cartaxo tem sido um centro irradiador e um pólo de atracção nacional e internacional, reforçando, assim, a ligação do nosso concelho aos movimentos culturais contemporâneos. Neste ano, o Centro Cultural apresentou 17 peças de teatro, 16 espectáculos para a infância, 13 de música, 9 de dança, 2 de novo circo, 5 actividades no âmbito dos serviços educativos, 5 exposições de arte contemporânea, 5 eventos temáticos e exibiu 72 filmes; um total de 174 actividades que alcançaram 21.183 espectadores. Em simultâneo, tem funcionado em articulação com outros equipamentos culturais do nosso país, nomeadamente, com os equipamentos culturais da Artemrede – Associação de Municípios da Região de Lisboa e Vale do Tejo.
2. Julgo que o Centro Cultural inaugurou uma nova fase na vida cultural do nosso concelho, representando para as associações culturais um desafio e um salto qualitativo nas condições do seu trabalho de formação artística e na apresentação dos seus espectáculos. quarta-feira, 17 de maio de 2006
Direitos ao Assunto: A seca política!
sábado, 6 de maio de 2006
Festével - As Guitarras de Alcácer Quibir
sexta-feira, 5 de maio de 2006
Assembleia Municipal de Jovens - Ensino Secundário + 2.º e 3. Ciclos de Ensino Básico
Decorreu hoje mais uma Assembleia Municipal de Jovens. Relevo desta iniciativa a elevada participação dos alunos do nosso concelho, assim como a sua excelente preparação para a discussão das temáticas propostas. Recordo que a temática proposta aos alunos do Secundário foi "Cartaxo, que futuro para os jovens do nosso concelho?" e para os alunos do 2.º e 3.º ciclos foi "Álcool: beneficíos/maleficíos?". Neste ponto de discussão temática destaco a participação de um conjunto de da Escola Secundária do Cartaxo (7.º D) que, acompanhados pela Prof. Ana Barroso fizeram uma introdução ao tema para os seus colegas.quarta-feira, 3 de maio de 2006
Clube de Natação do Cartaxo - Últimos Resultados
terça-feira, 25 de abril de 2006
TODOS OS ANOS UM “NOVO ABRIL”!
Passaram-se anos, meses, dias...em que naquela noite se fez dia,
e do tronco da árvore adormecida brotou a flor mais bonita
que alguma vez se viu florida, com pétalas multicolores,
orvalhadas com lágrimas de alegria.
Passaram-se anos, meses, dias... que do destapar das gargantas
rompeu, lancinante, o grito prometido, e mil vezes contido,
de uma nova liberdade que chegava em Abril !
Passaram-se dias, meses, anos...que soldados, fardados de ganga
com armas vestidas de cravos, resgataram a paz numa pátria sofrida, e abrindo as portas das prisões da cidadania, libertaram a liberdade e a prometida democracia!
Foi o começo de um tempo novo!
Um tempo de vida vivida, um tempo sentido. Um tempo de palavra mudada de um país oprimido para uma pátria renascida acordada em democracia !
Desde essa noite que se fez dia,
muitas águas correram pelos rios que a liberdade rasgou,
e se mil ventos trouxeram mil promessas, outros, levaram esperanças mil, de tempos ansiosos, por cumprir Abril.
Mas, em cada ano, mês, dia…renasce sempre a certeza de uma promessa por cumprir, num Abril todos os anos renovado,
mas sempre renascido, em cada um de nós, em cada tempo que há-de vir !
Mensagem de 25 de Abril enviada por Renato Vieira Campos
25 de Abril de 2006 segunda-feira, 24 de abril de 2006
Comemorações do 25 de Abril - PROGRAMA
CARTAXO
Dia 24 de Abril
21:30 horas - VI Grande Prémio de Atletismo Rui Silva
22:30 horas - Entrega de prémios
23:00 horas - Concerto pela Banda da Sociedade Filarmónica Cartaxense
00:00 horas - Fogo de Artifício
Dia 25 de Abril
09:00 horas - Hastear da Bandeira com a presença da Fanfarra dos Bombeiros Municipais do Cartaxo
- Homenagem aos ex-Combatentes com a participação da Associação dos Deficientes das Forças Armadas
- Desfile das viaturas dos Bombeiros Municipais do Cartaxo
10:00 horas - Corridas da Liberdade (Estádio Municipal)
10:30 horas - Assembleia Municipal alusiva ao 25 de Abril
15:00 horas - Actuação do Grupo de Cavaquinhos da Sociedade Filarmónica Cartaxense (Praça 15 de Dezembro)
16:00 horas - Actuação do Rancho Infantil, Adulto e Glórias Vivas do Rancho Folclórico do Cartaxo (Praça 15 de Dezembro)
EREIRA
10:00 horas - Marcha pela Liberdade
PONTÉVEL
15:30 horas - Sessão Solene (Junta de Freguesia de Pontével)
16:00 horas - Concerto pela Banda da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense (Auditório da SFIP)
VALE DA PINTA
10:00 horas - Largada de pombos (junto ao Mercado)
10:30 horas - Corridas da Liberdade para todas as idadesDireitos ao Assunto: Cada vez mais nas "lonas"!
domingo, 23 de abril de 2006
DIA MUNDIAL DO LIVRO E DO DIREITO DE AUTOR
O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" foi comemorado com a presença da escritora Fátima Pinto Ferreira. Nesta sessão, Fátima Pinto Ferreira apresentou, na Biblioteca Municipal Marcelino Mesquita, a sua mais recente publicação, "São Judas Iscariotes". Foram muitos os que se juntaram a esta iniciativa que contou, ainda, com a participação musical da Sociedade Filarmónica Cartaxense.sexta-feira, 21 de abril de 2006
FESTÉVEL 2006 - FESTA DO TEATRO EM PONTÉVEL
A Casa do Povo de Pontével, com apoio da Câmara Municipal do Cartaxo e Junta de Freguesia de Pontével, está a organizar a FESTÉVEL 2006.
Esta grande festa de Teatro decorrerá entre os dias 6 de Maio e 3 de Junho, no Auditório da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense.
A Sala do Auditório abre pelas 21.00 horas, começando todos os espectáculos ás 21.30 horas.
Felicito a Casa do Povo de Pontével por esta grande organização. PROGRAMA Sábado, 6 de Maio Auditório da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense A.T.A Acção Teatral Artimanha - Pinhal Novo “As Guitarras de Alcacér Quibir” de Horácio Manuel Sábado, 13 de Maio Auditório da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense Grupo Cénico da S.O.I.R. Sociedade Operária de Instrução e Recreio Joaquim António d’Aguiar – Évora “O Tartufo” de Moliere/Adaptação de Lovilet Sábado, 20 de Maio Auditório da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense Grupo Cénico da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense “A Cantora Careca” de Eugéne Ionesco Sábado, 27 de Maio Auditório da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense CONTACTO – Companhia de Teatro Água Corrente de Ovar “O Adorivel Divórcio” de Manuel Ramos Costa Sábado, 3 de Junho Auditório da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense Grupo Cénico da Casa do Povo de Pontével “A Birra do Morto” de Vicente Sanches/Adaptação de Carlos Santos
Para mais informações sobre o Grupo Cénico da Casa do Povo de Pontével consulte o Site da Junta de Freguesia de Pontével em http://www.jf-pontevel.pt/content/view/26/44/
quinta-feira, 20 de abril de 2006
VI GRANDE PRÉMIO DE ATLETISMO RUI SILVA
Domingo, dia 23 de Abril - DIA MUNDIAL DO LIVRO na Biblioteca Municipal Marcelino Mesquita
O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.
Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Sant Jordi) e recebem, em troca, UM LIVRO.
Em simultâneo, é prestada a homenagem à obra de grandes escritores, como ShaKespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
Partilhar livros e flores, nesta Primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.
Neste sentido, a proposta é para que no próximo Domingo, dia 23 de Abril, pelas 16 horas, na BIBLIOTECA MUNICIPAL MARCELINO MESQUITA, venha comemorar o Dia Mundial do Livro com a escritora residente no nosso concelho, Fátima Pinto Ferreira.
Nesta sessão, Fátima Pinto Ferreira apresentará a sua mais recente publicação, "São Judas Iscariotes".
Para todos os que se juntarem a nós, reservamos surpresas em forma de livros e de flores.Vote NELSON CARVALHO.Vote LISTA B
Quebrámos os dois...
Era eu a convencer-te que gostas de mim
e tu a convenceres-te que não é bem assim...
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro
e tu a argumentares os teus inevitáveis
Eras tu a dançares em pleno dia
e eu encostado como quem não vê
Eras tu a falar para esconder a saudade
e eu a esconder-me do que não se dizia
...afinal quebrámos os dois...
Desviando os olhos por sentir a verdade
juravas a certeza da mentira
mas sem queimar demais
sem querer extinguir o que já se sabia
Eu fugia do toque como do cheiro
por saber que era o fim da roupa vestida
que inventava no meio do escuro onde estava
por ver o desespero na cor que trazias...
...afinal quebrámos os dois...
Era eu a despir-te do que era pequeno
e tu a puxares-me para um lado mais perto
onde contamos histórias que nos atam
ao silêncio dos lábios que nos mata...!
Eras tu a ficar por não saberes partir...
e eu a rezar para que desaparecesses...
Era eu a rezar para que ficasses..
e tu a ficares enquanto saías.
... não nos tocamos enquanto saías.
não nos tocamos enquanto saímos.
não nos tocamos e vamos fugindo
porque quebrámos como crianças
...afinal quebrámos os dois...
...e é quase pecado o que se deixa...
...quase pecado o que se ignora...
Letra de “Quebrámos os dois” de Toranja


