Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Kissinger, Feldstein e a OPEP

O influente ex-secretário de Estado de Nixon e Ford, Henry Kissinger, e o ex-conselheiro de Reagan e Professor de Economia de Harvard, Martin Feldstein, em artigo publicado no International Herald Tribune defendem que os EUA, como resposta às dificuldades causadas pelos elevados preços do crude, devem liderar uma aliança política contra a OPEP.

Aproveitando as divergências públicas na OPEP, nomeadamente a posição da Arábia Saudita, Kissinger e Feldstein defendem que o objectivo político desta aliança – que deve juntar os principais consumidores de petróleo, incluindo a Rússia – é alterar as tendências de longo prazo neste mercado, reduzindo o preço do barril de forma imediata, e eliminar o clima de chantagem exercido por aqueles que produzem sobre os mercados consumidores, com graves consequências para a economia mundial.

Recorde-se, a este propósito, que Kissinger em 1974, numa entrevista à Newsweek, defendeu uma estratégia semelhante.

Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

REVISTA VISÃO: Selecção de Esperanças

Amigos,

É com satisfação que levo ao vosso conhecimento a reportagem "Selecção de Esperanças" da revista VISÃO, na qual tive a felicidade de ser incluído.

Salvo algumas pequenas imprecisões, normais neste tipo de trabalhos, e colocando de parte a modéstia, parece-me um trabalho muito interessante, com percursos e perspectivas diferentes sobre aquilo que a política trata: os assuntos de todos.

Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

O silêncio dos inocentes (2)

O Presidente da República promulgou há dias as Leis da Segurança Interna e de Organização da Investigação Criminal. As leis, agora promulgadas, tinham sido aprovadas em Julho na Assembleia da República, apenas com os votos do PS.
O líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, disse hoje que “o PS já não tem qualquer desculpa para não tratar da situação de insegurança”. Não é, no mínimo, sensato. Na semana passada pediam a demissão do Ministro da Administração Interna. Hoje, "emenda-se a mão" e defende-se que, afinal, é a partir de agora é que já não há desculpas.
Mais uma vez, o principal partido da oposição deixa claro que nada tem a ver com o assunto. É um problema que apenas diz respeito à governação e ao Partido que a sustenta. Das poucas posições públicas do "novo" PSD que vamos conhecendo – das obras públicas à segurança interna – vamos compreendendo a razão do “voto de silêncio” de Manuela Ferreira Leite.

Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

O silêncio dos inocentes

Aguiar-Branco em artigo de opinião no Jornal de Negócios aborda o silêncio de Manuela MFL (MFL). Diz-nos o autor que aqueles que estão “preocupados com o silêncio são, em geral, os que menos desejam ouvi-la porque, como adversários políticos do PSD ou pessoais de MFL sabem bem do efeito das suas intervenções junto dos portugueses.” Invoca, ainda, que “confunde-se silêncio com critério” e que “MFL convoca (…) o estudo em desabono da superficialidade, a seriedade em contraponto à demagogia”.

Um reparo. Parece-me, para alguém com a qualidade política de Aguiar-Branco, redutor confinar os críticos do silêncio ao universo dos adversários pessoais e políticos de MFL. O discurso de que agora tudo seria diferente no PSD criou naturais expectativas de todos aqueles que acompanham a vida política sobre o que defenderia MFL para o país. Não estou certo que MFL possa ganhar o país com o mesmo "cheque em branco" com que ganhou o Partido.

Vamos aos factos. MFL fez dois intervalos no “voto de silêncio”. Um para criticar o pacote de obras públicas anunciado pelo Governo; o outro para exigir a demissão do Ministro da Administração Interna (MAI), como resposta à onda de criminalidade que tem marcado a agenda nacional desde o assalto/sequestro da agência do BES.

O primeiro intervalo foi um passo em falso. Diabolizar o investimento em infra-estruturas, particularmente alguns que MFL até aprovou numa escala maior (como era o caso do TGV) em Conselho de Ministros quando foi Ministra das Finanças de Durão Barroso, não foi um exercício de contraponto à demagogia como procura fundamentar Aguiar-Branco. Mais: não se pode ao mesmo tempo fazer de MFL uma fiel depositária do cavaquismo e ao mesmo tempo ser anticavaquista e, contrariando aquilo que foram os seus anos de Governo com Cavaco Silva, defender o ataque, sem critério, aos investimentos públicos. Sim, sem critério. Não ouvimos MFL dizer quais fazia e quais deixava de fazer. Refugiou-se na falta de estudos e esbarrou em todos os relatórios há muito publicados, alguns ainda do tempo em que foi Ministra.

O segundo intervalo foi, claramente, por reacção. MFL tinha conseguido, num primeiro momento, pelas pessoas que reuniu e pela imagem de estadista que lhe era reconhecida, posicionar o PSD no seu campo de (quase) sempre. Um Partido político responsável, que alterna com o PS as preferências dos portugueses para governar. Porventura, pela pressão a que está sujeita para se saber o que pensa sobre o quotidiano dos portugueses, surgiu o pedido de demissão do MAI. Se não foi um ponto final a esse caminho que no primeiro mês tentou trilhar, foi, pelo menos, um ponto e vírgula. Sucumbiu às tentações populistas. A meu ver é preocupante do ponto de vista político ver o PSD a disputar com o CDS-PP a exploração política dos assuntos de segurança interna.

O problema tem um fundo social, não policial. Tem razões profundas ao nível das políticas de ordenamento do território, de integração social, que a todos interpela e que a todos tem que comprometer. Fugir a esse compromisso é abdicar do sua quota parte de responsabilidade. É não querer fazer parte da solução e optar por "deixar correr o marfim". Esta é das áreas em que o consenso alargado sobre a forma de actuar tem que estar acima de questões político-partidárias. É válido hoje. Tem que ser válido num cenário político de governação diferente. Sobre esta matéria, e assumindo que não concordo com todas as posições de Mário Crespo, sugiro a leitura do seu artigo no JN.

Sábado, 23 de Agosto de 2008

Obama-Biden

Barack Obama escolheu para seu vice-presidente o senador do Delaware Joseph Biden. Formado em Historia e Ciência Politica na Universidade do Delaware e ainda em Direito, na Universidade de Syracuse, acrescenta experiência, nomeadamente ao nível de política externa, à candidatura democrata à presidência dos EUA.
A sua carreira política iniciou-se de forma fulgurante em 1972, quando foi eleito Senador aos 29 anos. Actualmente é um dos mais antigos senadores, e aos 65 anos, um dos especialistas em política externa do Senado. É o chairman do poderoso Committee on Foreign Relations e dos mais influentes senadores do Partido Democrata.
Biden tem como pontos mais frágeis um escândalo relacionado com um plágio num discurso quando corria para a nomeação democrata nas eleições de 1988 e, apesar de ser ter arrependido mais tarde, em 2002 apoiou a posição de Bush na guerra contra o Iraque.

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Ouro olímpico (1)

Nelson Évora valeu ouro! À quarta tentativa saltou do bronze para o ouro. 17,67 metros! Com chuva forte e vento. Com a pressão do que tinha acontecido aos atletas de quem tínhamos legitimas expectativas. Com tudo isto, o atleta do Benfica juntou-se a Vanessa e saltou para a eternidade do desporto português. Numa disciplina técnica. Feito impensável há uns anos atrás.

Neste salto, Nelson Évora apenas foi acompanhado pelo Comandante Vicente Moura. Em poucos dias, o Presidente do Comité Olímpico Português (COP) saltou da posição de recusa para a posição de disponível para continuar. O Presidente do COP tem um passado de entrega ao desporto português. Tal como os atletas que censurou também tem direito a errar. Manda o futuro outro tipo de prudência. Dele e de todos nós no julgamento a atletas, na sua maioria, amadores.

Ouro olímpico (2)

Com um salto de 17,67 metros passámos do caos olímpico para a melhor participação de sempre! Uma medalha de ouro e uma de prata. E é justo reconhecer, como disse o Presidente do COP, que as expectativas fossem altas.

Vejamos: Naide Gomes (bicampeã europeia de pista coberta, campeã europeia ao ar livre e medalha de bronze nos mundiais de pista coberta); Francis Obikwelu (bicampeão europeu de 100m e 200m, recordista da Europa dos 100m, quarta presença olímpica); Telma Monteiro (bicampeã europeia e vice-campeã); Gustavo Lima (campeão europeu e mundial de vela, na classe Laser Radial, terceira presença olímpica).

Estes atletas, pela sua excelência, apenas tiveram a culpa de nos fazer sonhar com mais. Faltou sorte em determinados momentos. Houve méritos daqueles que com eles competiram. Faltou cautela em algumas declarações. Porventura, faltou estabilidade. Não faltou competência nem empenho à larga maioria. Bateram-se muitos recordes nacionais e recordes pessoais. Tivemos muita gente a ter nestes Jogos a sua primeira experiência olímpica. É tempo de balanço e de preparar Londres. E que o nosso Rui Silva lá esteja.

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Veto ao divórcio

O Presidente da Republica (PR) fez uso do veto político para devolver à Assembleia da República (AR) o diploma que altera o regime jurídico do divórcio. O novo diploma pretendia pôr fim à figura do divórcio litigioso e eliminar o conceito de violação culposa dos deveres conjugais.
No exercício do direito de veto, o PR invoca, entre outras razões, que “para não agravar a desprotecção da parte mais fraca, o legislador devia ponderar em que medida não seria preferível manter-se (...) o regime do divórcio culposo".
Dado que o diploma vetado pelo PR não está ferido de qualquer inconstitucionalidade, caberá agora à AR confirmar ou alterar, por maioria absoluta, o seu articulado. Após essa deliberação o PR terá, então, oito dias após a sua recepção para promulgar, independentemente de concordar ou não com o seu conteúdo.
Recorde-se que o diploma, agora vetado pelo PR, foi aprovado a 4 de Julho com os votos favoráveis do PS, PCP, BE e Verdes, tendo votado contra o CDS-PP e a maioria da bancada do PSD.

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Regionalização (1)
A edição de hoje do DN relata a vontade do movimento “Regionalização Sim” liderado pelo social-democrata Mendes Bota (PSD/Algarve), em implementar, ainda nesta legislatura, as regiões administrativas, sem consulta popular. O compromisso do PS de voltar ao tema na próxima legislatura, a aproximação de eleições legislativas - momento sempre pouco propício à discussão serena e "apartidária" que o tema exige - em conjunto com os outros problemas que o país atravessa na actual conjuntura internacional, aconselhavam a que esta questão não estivesse a ser conduzida, neste momento, para o centro do debate político. Em síntese: o PS quer mas não agora; Manuela Ferreira Leite não quer nem agora nem em qualquer outra altura; e Mendes Bota avança já e a qualquer custo. A falta no Pontal não está esquecida.
Regionalização (2)
Sou a favor da regionalização. Concordo com a generalidade dos fundamentos da Lei-Quadro das Regiões, que define, entre outros normativos, os órgãos, as atribuições, as competências e o modelo de financiamento que foi aprovado por unanimidade na Assembleia da República em 1991. Era Primeiro-Ministro o actual Presidente da República, Cavaco Silva. Manuela Ferreira Leite que aprovou esta Lei-Quadro em Conselho de Ministros era Ministra da Educação.
Regionalização (3)
A derrota autárquica de 1993 levou o PSD a “arrefecer” os seus propósitos regionalistas. Não foi, por isso, apresentado o mapa de regiões de Valente de Oliveira, tendo por base as actuais 5 Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Era um modelo coerente com a nossa organização administrativa e perceptível para todos os cidadãos.
Regionalização (4)
PS e PSD em 1998 entenderam referendar a regionalização com o nível de debate e de resultados por todos conhecido. Não era imperativa a consulta popular uma vez que a instituição de regiões administrativas integra a nossa Constituição. Assim, não faz sentido qualquer abordagem ao tema que ultrapasse o direito de novamente todos os cidadãos-eleitores terem a oportunidade de se pronunciarem.
Regionalização (5)
O conjunto de reformas do PS aponta para que se retome um modelo bastante próximo do defendido por Valente de Oliveira. O PRACE-Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado vai nesse sentido. Contudo, em todos os partidos existem fervorosos adeptos e opositores à regionalização. Vencer um novo referendo é fundamental. Para tal, será necessário muito trabalho de esclarecimento e o sentido de responsabilidade necessário para não reduzir o debate a uma guerra partidária, ou numa questão norte/sul ou litoral/interior. O referendo de 1998 demonstrou que existe na nossa sociedade, em todos os partidos, por diferentes razões, adversários da regionalização. Mas é bom que tenhamos a noção que também existe muita gente com dúvidas sérias que é necessário esclarecer.

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

O espírito de Vanessa

A primeira medalha portuguesa dos Jogos de Pequim. As expectativas eram altas e Vanessa Fernandes disse presente. A máscara de esforço que tinha durante o atletismo prova o enorme espírito de sacrifício da nossa triatleta. A conquista da medalha de prata encheu-nos de orgulho! Encheu-nos a alma. Mas, para mim, este abraço à australiana Snowsill é uma imagem a reter, que honra o nosso país e cada um de nós portugueses. Revela um extraordinário fair-play, uma dimensão humana e desportiva de quem, sabendo perder, saúda a sua concorrente que teve uma prestação fantástica, que reforça o feito de Vanessa. Com este gesto a Vanessa, mais uma vez, eleva-se e demonstra a razão pela qual é uma atleta respeitada pelas outras concorrentes. Vanessa não as encara como adversárias. É este o verdadeiro espírito olímpico!

Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Obama em Berlim

Para quem não viu e ouviu mais um discurso marcante de Obama.

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

A energia da Rússia, da Geórgia e da UE

A Rússia nestes cinco dias de guerra marcou posição no mundo. Com os EUA fragilizados na comunidade internacional pelas razões que fundamentaram a intervenção no Iraque, a Rússia alcança três propósitos: um interno, um externo e outro estratégico.

Do ponto de vista interno, esta operação militar restabelece a Rússia como o “polícia do Cáucaso”, podendo promover a separação da Ossétia do Sul da Geórgia.
Do ponto de vista externo, confirma com este incidente que o reconhecimento da independência do Kosovo pela generalidade da comunidade internacional poderá conduzir a que outros territórios advoguem o mesmo direito.

Do ponto de vista estratégico, a Rússia demonstra que não abdica de uma das suas maiores armas no mundo actual: os recursos energéticos. Grande parte deste conflito, se não todo, explica-se pela determinação da Rússia em controlar os oleodutos e gasodutos que transportam a energia do Oriente para a Europa. O poder da Rússia na Europa reside aqui.

Cinco dias de guerra e, em nome destes propósitos, um saldo trágico: centenas de mortos, dezenas de milhares de refugiados e desalojados, populações traumatizadas e uma região para reconstruir.

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Festival SW'O8

Pelo que acompanhei na SIC Radical do Festival SW foi uma agradável surpresa o desempenho do grupo sueco Shout Out Louds. Fazem-me lembrar, ainda que mal comparado, os The Cure. Deixo aqui uma das favoritas. Chama-se Shout Your Eyes. Fica a letra e o vídeo.

Say yes/Don't say no/I'm ready now/And I want to go/What if I cry cry cry wolf/So I die die die alone/I want to know/Please say it isn't so

It's now/we're too late/There's no time for a debate/But if you swear you'll never leave/I promise I'll be the one/Who stays there all along/So shut shut shut your eyes/It sounds so good right now/And gave us a big surprise

Stay true/Don't give up/So You're starting now so please stay off/So if I shout shout shout my name/You'll always remember my name/I wanna know/Please say it is so/So shut shut shut your eyes/It sounds so good right now/And gave us a big surprise

So shut shut shut your eyes/It sounds so good right now/And gave us a big surprise

Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

O espiríto olímpico de Pequim

O editorial do DN faz menção, na edição de hoje, ao surpreendente lado político dos Jogos Olímpicos. Em Pequim 2008, as questões políticas ultrapassam em larga medida as questões internas da China, dos direitos humanos à questão do Tibete.
Sublinha-se no editorial os episódios da piscina entre um atleta iraniano – a confirmar-se os motivos políticos da sua ausência – e um israelita, e, no contexto actual, o simbólico abraço, em tempo de guerra, entre uma atleta russa e uma georgiana. Encontramos nos dois acontecimentos a negação e a afirmação do espírito olímpico. Tudo isto acontece em Pequim. Maior simbolismo não podia haver.

Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Pobreza

O relatório divulgado esta semana pela Comissão de Crescimento e Desenvolvimento apresenta um conjunto de estratégias para um crescimento sustentável e um desenvolvimento inclusivo. A análise incidiu sobre 13 países, com crescimento económico sustentado, ou seja, valores médios de crescimento de, pelos menos, 7% nos últimos quinze anos.
Cinco pontos em comum nestes países: abertura às oportunidades da economia global; estabilidade macroeconómica; elevadas taxas de poupança e de investimento; grande liberdade do mercado na distribuição de recursos e no estabelecimento dos preços; e, credibilidade governativa com uma agenda reformista e de mudança.
Como refere Spence (Prémio Nobel da Economia em 2001) este relatório elimina a ideia errada, algumas vezes propagandeada por alguns sectores de esquerda, que é possível tirar as pessoas da pobreza sem crescimento.
Pedro Magalhães Ribeiro http://ofieldeposiario.blogspot.com

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

PETIÇÃO

A Associação Portuguesa da Paramiloidose e demais signatários, no exercício do Direito de Petição estabelecido nos artº 15º e 20º, alínea a) da Lei nº 43/90, de 10 de Agosto, solicitam a Vossa Excelência, Senhor Presidente da Assembleia da República, que seja instituído o Dia Nacional da Luta Contra a Paramiloidose, no dia 16 de Junho, data do falecimento do Professor Doutor Corino de Andrade.
Por favor contribua para esta causa assinando a petição em Dia Nacional da Luta Contra a Paramiloidose ou através do endereço www.dianacionaldaparamiloidose.com
São simples e apenas três (3) os passos necessários para subscrever a petição:
(1) Preencher os seus dados no formulário da nossa página e, assinar a petição (os dados são confidenciais).
(2) Aceder á sua caixa de correio electrónico e abrir o email que lhe enviamos do remetente confirmacao@dianacionaldaparamiloidose.com (Atenção: dependendo do antivírus que tenha instalado, o email pode ir parar à pasta de Lixo Electrónico - SPAM).
(3) Este email que enviamos tem um link que deverá utilizar para confirmar a sua vontade expressa de assinar a petição. Este procedimento evita que seja utilizado abusivamente o seu nome e endereço de email.
POR FAVOR DIVULGUE ESTA PETIÇÃO.
A Associação Portuguesa da Paramiloidose em nome dos doentes de Paramiloidose, familiares e amigos agradece antecipadamente a sua participação. Obrigado.
Sobre a Paramiloidose
A Polineuropatia Amiloidótica Familiar (PAF) ou Paramiloidose, é uma doença hereditária neuro-degenerativa, caracterizada pela deposição extra celular de fibrilhas amilóides nos diversos tecidos, em particular no sistema nervoso.
Cada família, e muitas vezes cada elemento da mesma família, tem um tipo de órgãos envolvidos e sintomas associados diferentes. O sistema nervoso periférico e o sistema gastrointestinal são frequentemente os primeiros a ser afectados, mas frequentemente a doença pode alastrar ao sistema renal, coração e sistema circulatório.
No estágio final da doença, os pacientes ficam severamente incapacitados, acamados ou restritos a uma cadeira de rodas, acabando muitas vezes por morrer.
Em 1991 assistiu-se a um novo grande impulso proposto por G. Holmgren. A terapêutica da PAF pelo Transplante Hepático. Uma vez que cerca 90% da proteína mutada se produz no fígado, a substituição deste órgão faz com que a doença pare, não fazendo contudo, regredir os sintomas já existentes. É, até aos dias de hoje, a única terapêutica existente para parar a progressão da doença.
Consulte mais informação em Associação Portuguesa de ParamiloidoseGrupo de Apoio à ParamiloidosePetição para o Dia Nacional da Luta Contra a Paramiloidose

Quinta-feira, 27 de Março de 2008

À DER(IVA)

Luís Felipe Menezes diz que a descida do IVA é uma “medida eleitoralista”. Recordou ontem, em conferência de imprensa que “há quinze dias, o primeiro-ministro, perante a minha proposta articulada e consistente de descer impostos considerou tal possibilidade leviana e irresponsável”.

Dois défices a reter. Défice de citação e défice de coerência.

Défice de citação:

O que primeiro-ministro disse, há quinze dias, quando confrontado em Bruxelas com a proposta de redução de impostos de Menezes foi: “é leviano e irresponsável falar em baixar os impostos, sem se conhecer ainda os dados da economia portuguesa do ano passado e os indicadores dos primeiros meses deste ano”. Os dados e os indicadores foram conhecidos ontem.

Défice de coerência:

O mesmo Luís Felipe Menezes que acusa José Sócrates de eleitoralismo pela descida de 1% do IVA é o mesmo que no passado dia 14, no programa “Grande Entrevista” na RTP disse “o que vamos propor, numa primeira fase, é a descida do IVA e a descida do IRS. Numa segunda fase, poderá também haver, compaginada com a descida do IRS, uma descida do IRC”. Quando foi questionado por Judite de Sousa sobre datas para o “plano de baixa de impostos”, o líder do PSD afirmou que “no próximo Orçamento do Estado vamos fazer uma proposta mas é óbvio que o PS não a vai aceitar, com certeza”.

Ao contrário do IVA, Menezes parece ter cada vez menos margem para descer.

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Défice 2,6%, IVA baixa para 20%

Pela primeira vez, em quatro anos, o défice público ficou abaixo dos 3%. Em 2005 era 6,1% e em 2006 tinha o valor de 3,9%. Superada que está a meta dos 3%, imposta pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, o Primeiro-Ministro acaba de anunciar a redução do IVA de 21% para 20%, a partir do dia 1 de Julho.

Boas noticias para todos nós. Para além de, finalmente, vermos os resultados dos sacrifícios que foram pedidos, parece-me um bom sinal para a economia portuguesa por duas razões principiais: a redução do IVA animará a nossa economia (apesar da concorrência fiscal bastante agressiva que vem de Espanha); a redução do IVA em 1% implica, forçosamente, a manutenção do rigor e da disciplina orçamental.

Défice a 2,6% credibiliza o país, credibiliza a nossa economia no contexto internacional e dá margem para reforçar as políticas de combate às desigualdades sociais.

Quarta-feira, 5 de Março de 2008

HILLARY SOBREVIVE NA CONFIRMAÇÃO DE McCAIN

Hillary com a vitória obtida no Ohio e no Texas conseguiu relançar a campanha e interromper as 11 vitórias consecutivas de Obama.

Para os democratas duas certezas: a primeira é que depois de ontem, Hillary e Obama vão até ao fim em busca da nomeação. A segunda certeza é que, sendo pouco provável que Hillary tenha mais delegados eleitos, o desequilíbrio poderá vir dos delegados inerentes que na sua maioria estão com o clã Clinton.

Enquanto os democratas levam a nomeação para o "prolongamento", com todo o desgaste que irá implicar, o republicano McCain, selada que está a sua inequívoca nomeação para candidato, inicia já a corrida para Novembro.

Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

REVISTA DE IMPRENSA

ECONOMIA
- Os accionistas do Banco Comercial Português elegem hoje, em Assembleia-geral extraordinária, a administração do banco, depois de nas reuniões magnas anteriores nada terem votado e ter sido fora delas que se decidiram as saídas do anterior presidente-executivo e do fundador do banco.

Carlos Santos Ferreira, até há pouco presidente da Caixa Geral de Depósitos, deverá ser eleito presidente do maior banco privado português, numa assembleia que não deverá votar todos os pontos previstos na ordem de trabalhos.

POLÍTICA - A Associação de Municípios do Oeste (AMO) vai propor hoje ao primeiro-ministro a criação de um grupo de trabalho técnico que inventarie e calendarize as obras necessárias à região após a desistência do aeroporto na Ota. Os presidentes das 13 câmaras municipais que integram a AMO e o presidente da Região de Turismo do Oeste reúnem-se hoje com José Sócrates, num encontro onde deverão ser discutidas formas de compensar estes concelhos após a decisão do Governo de construir o aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete.

- O líder do PSD, Luís Filipe Menezes preside hoje em Vilamoura ao encerramento das primeiras jornadas parlamentares desde que chegou à liderança dos sociais-democratas, trabalhos que têm sido marcados pela troca de acusações entre o governo e o maior partido da oposição em torno da Assembleia-geral do BCP, que hoje mesmo se realiza no Porto.

SOCIEDADE - António Jaime Brito, funcionário da Câmara de Lisboa e amigo do embaixador Jorge Ritto, um dos arguidos no processo Casa Pia, é um dos três arguidos que hoje começam a ser julgados na Boa-Hora, Lisboa, por lenocínio (favorecimento da prostituição). "Tó Jaime", como era alegadamente conhecido entre os menores casapianos que se prostituíam no Parque Eduardo VII, é acusado de três crimes de lenocínio, por ter facilitado e contribuído para que rapazes menores alegadamente participassem em actos sexuais com o embaixador Jorge Ritto, que está a ser julgado por crimes de abuso sexual de menores no mega-processo Casa Pia. CULTURA - O decano dos cineastas, Manoel de Oliveira, recebe hoje o grau de doutor Honoris Causa pela Universidade do Algarve, ao mesmo tempo que o Cineclube de Faro o homenageia com um ciclo de cinema e uma exposição de cartazes dos seus filmes.

Fonte: Agência LUSA

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Novo Aeroporto de Lisboa

Faça aqui o 'download' do sumário executivo do estudo do LNEC http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/C3E4E48E-D9C0-4270-80F4-5F575C1905D6/0/Rel_Novo_Aeroporto_LNEC_Sumario.pdf
Faça aqui o 'download' da apresentação do Plano de Expansão do Aeroporto de Lisboa http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/157569CB-0444-45DC-B5E3-4D90C5C20BD8/0/Plano_Expansao_Aeroporto_Lisboa.pdf
Faça aqui o 'download' do estudo da CIP http://static.publico.clix.pt/docs/economia/ciprelatoriofinal.pdf

ALCOCHETE: Decisão do Conselho de Ministros sobre a localização do Novo Aeroporto de Lisboa

Resolução do Conselho de Ministros que homologa o relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, I. P., sobre a análise técnica comparada das alternativas de localização do Novo Aeroporto de Lisboa, aprova preliminarmente a localização do referido aeroporto na zona do Campo de Tiro de Alcochete e determina as acções a desenvolver para a implementação do projecto.
Esta Resolução vem homologar o relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, I.P. sobre a análise técnica comparada das alternativas de localização do Novo Aeroporto de Lisboa na zona da Ota e na zona do Campo de Tiro de Alcochete (CTA) e acolher, em termos gerais, as respectivas conclusões e recomendações.
Em consequência, é aprovada preliminarmente a localização do Novo Aeroporto de Lisboa na zona do Campo de Tiro de Alcochete, associada à solução rodo-ferroviária para a Terceira Travessia do Tejo (TTT) Chelas-Barreiro, sem prejuízo das conclusões da avaliação ambiental estratégica e das consultas pública e institucionais necessárias à tomada de decisão final sobre a localização e a realização de grandes empreendimentos públicos com incidência territorial.
A Resolução vem, ainda, mandatar o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, enquanto membro do Governo responsável pela condução do processo de construção do Novo Aeroporto de Lisboa, para proceder à divulgação pública do mencionado relatório e para promover o procedimento da referida avaliação ambiental estratégica e as consultas pública e institucionais que se mostrem necessárias para a tomada de decisão final sobre a respectiva localização.
Por último, fica mandatado o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações para promover a elaboração de todos os demais estudos, consultas institucionais e actos que se afigurem necessários à implementação do projecto, designadamente no que se refere à adequada inserção da Terceira Travessia do Tejo (TTT) Chelas-Barreiro nos sistemas viários do Barreiro e de Lisboa, com vista a assegurar a maior eficiência do seu funcionamento e a maior fluidez do tráfego rodoviário.

Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Posição pública sobre o comunicado emitido em nome da secção do PS/Cartaxo

Na sequência do comunicado com data de 18 de Dezembro, emitido pela secção do PS/Cartaxo com o título “PS Cartaxo retira confiança política a Pedro Ribeiro”, e dos últimos acontecimentos relacionados com a proposta de Orçamento para 2008, quero tornar público os seguintes considerandos: 1. Não fui convocado para a Comissão Política na qual era visado. Foi uma decisão tomada nas minhas costas, sem direito a contraditório. 2. Não é admissível numa organização com as responsabilidades do PS/Cartaxo não convocar os militantes por carta com uma “ordem de trabalhos”. Qualquer reunião de condomínio ou de associação, por menor que seja a sua dimensão, convoca os seus membros por escrito e com “ordem de trabalhos”, para mais tratando-se de um assunto desta importância. 3. Duvido da legalidade desta deliberação e, nesse sentido, solicitarei aos órgãos distritais e nacionais os necessários esclarecimentos que a mesma suscita. Pelas informações que hoje obtive, outros militantes, com assento na Comissão Política Concelhia, também não foram convocados. 4. Paulo Caldas faltou à verdade sobre as razões do meu sentido de voto na proposta de Orçamento para 2008. Não censuro, por essa razão, os militantes que, desconhecendo a verdade dos factos votaram de acordo com as intenções de Paulo Caldas. Pelo que já conversei com alguns militantes, Paulo Caldas repetiu na reunião da Comissão Política as inverdades da Festa de Natal. Informou os militantes presentes na Comissão Política que eu tinha sido contra o acréscimo dos protocolos com as juntas de freguesia; que tinha sido contra o acréscimo de apoio aos protocolos com as associações e clubes do nosso concelho, e que também era contra os principais investimentos consagrados na proposta de Orçamento. Nada mais falso! 5. A proposta de Orçamento que foi apresentada no dia 13 de Dezembro hipotecava o futuro do nosso concelho. Manifestei que era contra aquela proposta de Orçamento porque contrariava a estratégia de contenção das despesas correntes que vinha a ser prosseguida pelo PS/Cartaxo ao longo dos anos. Manifestei ser contra o acréscimo em mais de 1 milhão de euros em despesas com o pessoal, contra a venda do Parque da Feira dos Santos, contra a venda sem critério do património municipal e considerei que as receitas extraordinárias vindas da concessão das águas – recordo que num contrato de concessão a 35 anos o município arrecada nos primeiros 4 anos, 45% da receita, ficando apenas 55% para os restantes 31 anos – e da eventual venda de património deveriam ser canalizadas para salvaguardar os importantes investimentos que temos a concretizar para este mandato, no âmbito do QREN, e para abatimento da dívida, nomeadamente o pagamento a fornecedores. 6. Se a proposta de Orçamento para 2008 antes de ter sido apresentada em reunião de Câmara, tivesse sido objecto de discussão na Comissão Política, como se fazia há uns anos atrás, o primeiro “chumbo” provavelmente não se tinha verificado. Há uns anos atrás, e ainda chegou a acontecer sob a Presidência de Paulo Caldas, na prossecução dos Estatutos do Partido, os Presidentes de Câmara apresentavam a proposta de Orçamento em Comissão Política antes de ser apresentada em reunião de Câmara. Nestas reuniões, em conjunto com os Presidentes das Juntas de Freguesia e com os eleitos da Assembleia Municipal, promovia-se um amplo debate e construíam-se os naturais consensos com base nas propostas e contributos que eram apresentados. 7. A marcação apressada desta Comissão Política, ao arrepio dos procedimentos que regem uma convocatória, na véspera da segunda reunião de Câmara para apreciação do Orçamento revela uma clara intenção de criar um facto político na véspera de um acto eleitoral interno. Conhecendo-se a minha disponibilidade para, com as correcções já enunciadas, viabilizar o Orçamento, pareceu-me uma clara intenção de induzir em erro os nossos militantes e procurar retirar dividendos para as eleições internas do PS/Cartaxo. 8. Na reunião de Câmara realizada ontem, dia 18 de Dezembro, o Sr. Presidente da Câmara, avisado que estava da minha retenção no trânsito e que por esse motivo chegaria um pouco mais tarde, não teve a elegância de aguardar pelos meus contributos para a proposta de Orçamento, submetendo-a à votação sem a minha presença. Existem regras de boa convivência que devem estar sempre acima das pontuais divergências políticas que a democracia felizmente produz. Essa regra foi ontem quebrada e seria facilmente resolvida com um telefonema. A prova da boa-fé com que encarei este processo, está no facto de não ter como intenção impugnar uma reunião que não foi agendada com o tempo que a Lei estipula. Foi convocada de véspera e por e-mail. Acedi em nome dos interesses do município, mas também, do bom senso e da boa convivência que devemos semear para dignificar a instituição Câmara Municipal do Cartaxo. 9. Se a suposta retirada de confiança política for o preço a pagar por defender o futuro do concelho do Cartaxo, no respeito pelo programa que o PS apresentou, afirmo que é um preço que pagarei com muito gosto! Sou um Homem livre e serei intransigente na defesa dos interesses do meu concelho! Tal como referi no dia em que Paulo Caldas decidiu retirar-me os pelouros que exercia na Câmara Municipal, o exercício da actividade política, o futuro deste concelho, das suas gentes, não se compadece, no meu entendimento, com ambições ou projectos pessoais. Os projectos políticos nascem e são realizados por uma equipa para dar resposta a ambições colectivas. Tenho para mim que uma liderança afirma-se por quem soma, acrescenta, agrega e integra. Não se afirma excluindo. 10. Por último, um compromisso: se for eleito presidente do PS/Cartaxo não irei perseguir politicamente nenhum eleito local nem nenhum militante por defender o programa pelo qual foi eleito e por defender o futuro do concelho do Cartaxo. Tenho dez anos de participação política activa enquanto Vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo eleito pelo PS. Trabalhei sob a presidência, para além de Paulo Caldas, do Dr. Conde Rodrigues e do Dr. Francisco Pereira. Com todos eles, inclusive com Paulo Caldas, fui sempre alvo de manifestações públicas de competência no desempenho das minhas funções políticas e autárquicas. Todas as posições políticas que assumo estão em sintonia com o programa político do PS que foi sufragado nas últimas eleições autárquicas. É esse o respeito que devo aos eleitores que depositaram confiança no nosso projecto. É esse o respeito que devo ao PS/Cartaxo. É esse o respeito que devo a mim próprio. Pedro Magalhães Ribeiro

Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

NOVO TRATADO DA UE

O novo Tratado da UE, que é assinado amanhã, quinta-feira, em Lisboa, visa melhorar a eficácia do funcionamento de um bloco com quase três dezenas de países e reforçar o seu peso político e diplomático no Mundo globalizado. O oficialmente designado Tratado Reformador da União Europeia, que ficará para a História igualmente como Tratado de Lisboa, foi concebido também para aumentar a coerência política, a legitimidade e a transparência democrática de um bloco comunitário único no Mundo, bem como para aproximar a sua população - mais de 450 milhões de habitantes - do funcionamento das suas instituições decisórias. O novo Tratado europeu, cuja redacção final foi dirigida pela actual presidência portuguesa da UE e aprovado na madrugada de 19 de Outubro último, em Lisboa, pelos líderes dos 27 Estados membros, vai substituir a fracassada Constituição Europeia, que foi inviabilizada, em 2005, pelos referendos negativos ao documento em França e na Holanda. No preâmbulo do novo Tratado, sublinha-se, nomeadamente, que o documento tem por objectivo "completar o processo lançado pelo Tratado de Amesterdão e pelo Tratado de Nice (actualmente em vigor), no sentido de reforçar a eficiência e a legitimidade democrática da União, e bem assim a coerência da sua acção". O compromisso político sobre "as grandes linhas" do texto da nova "Lei Fundamental" dos 27 foi alcançado na madrugada de 23 de Junho último, em Bruxelas, no final da presidência alemã da UE, quando os chefes de Estado e de Governo da União chegaram a acordo sobre o mandato a dar à presidência portuguesa da UE, em exercício até ao fim do ano, para a elaboração do documento final. As alterações relativamente ao anterior projecto de Tratado Constitucional (ou Constituição Europeia) não são muitas e a maior parte tem um valor sobretudo simbólico, como o abandono da referência a um hino e à bandeira da União Europeia, e a denominação do responsável pela Política Externa Comum da UE, que deixa de se chamar "ministro dos Negócios Estrangeiros", passando a ser designado por "Alto Representante". São as seguintes algumas das principais novidades do Tratado de Lisboa, face à abandonada Constituição Europeia e ao Tratado de Nice, em vigor:
MAIS UM TRATADO, EM VEZ DE UMA CONSTITUIÇÃO A Constituição Europeia iria substituir todos os Tratados europeus existentes. O novo Tratado irá alterar os dois Tratados constitutivos actuais. Na prática, continuarão a vigorar esses dois Tratados - Tratado da União Europeia (Maastricht, de 1992) e Tratado da Comunidade Europeia (Roma, de 1957) -, aos quais o novo Tratado Reformador introduzirá alterações, uma delas o nome do segundo, que passa a designar-se Tratado sobre o Funcionamento da UE. Isto significa uma concessão dolorosa para muitos dos Estados membros que ratificaram a Constituição Europeia e que vêem perder-se a tentativa de constitucionalizar o sistema político europeu. Ao tratar-se agora de dois Tratados que emendam os Tratados actuais, perde-se igualmente muito da clareza do texto constitucional anterior, pois o leitor apenas pode compreender o que mudou se fizer a comparação, artigo a artigo, dos Tratados actuais com o novo Tratado. Foi o preço a pagar, em termos de transparência e visibilidade, para satisfazer os Estados-membros que não queriam um texto que recordasse o fracassado Tratado Constitucional. A Carta dos Direitos Fundamentais (que resume os direitos políticos e sociais dos cidadãos europeus), cujo volumoso texto estava integralmente reproduzido na Constituição, passa apenas a ser mencionada com uma referência que reconhece o seu carácter juridicamente vinculativo. O Reino Unido e a Polónia beneficiam de uma derrogação à sua aplicação. UNIÃO, EM VEZ DE COMUNIDADE Como a mudança no nome do segundo Tratado, a Comunidade Europeia desaparece de vez, sendo o seu espaço ocupado pela União Europeia, que passa a ser uma entidade única, que herda a personalidade jurídica da Comunidade. Isto significa o fim da complicada estrutura "em pilares", simplificando a acção da União no plano interno e externo. Finalmente, a UE passa a ser uma entidade única. MAIORIA QUALIFICADA O Tratado Reformador retoma o sistema de votação por "maioria qualificada" previsto na Constituição, o qual prevê que uma decisão será adoptada no Conselho de Ministros da UE, se tiver o apoio de 55 por cento dos Estados-membros (ou seja 15) em representação de pelo menos 65 por cento da população total da União. Além disso, qualquer minoria de bloqueio deverá incluir pelo menos quatro Estados-membros, em vez dos três actualmente. Mas para obter o apoio da Polónia, os 27 tiveram de fazer uma série de concessões a este país. O novo sistema de votação entrará em vigor apenas em 2014, em vez de 2009, e, até 2017, um Estado-membro pode pedir a aplicação do antigo sistema complicado de votação instituído pelo Tratado de Nice, em 2000. Depois de 2009, uma decisão poderá ser reexaminada num "prazo razoável" a pedido de um grupo de Estados-membros que não tenham a minoria de bloqueio necessária para impedir a medida, mas que reúnam pelo menos 3/4 dessa minoria. CAMPO DE APLICAÇÃO DA MAIORIA QUALIFICADA O novo Tratado prevê o abandono da unanimidade e a passagem a decisões por "maioria qualificada" em cerca de 40 domínios (designadamente na cooperação judiciária e policial, imigração e nas relações externas). Além disso, a co-decisão entre o Conselho e o Parlamento Europeu (ambas as instituições devem estar de acordo para o acto ser aprovado) passa a ser a regra geral no processo legislativo. Este é, de resto, um dos pontos fulcrais do novo Tratado, como já era da Constituição, de modo a tornar funcional uma União a 27, onde as decisões por unanimidade se revelam cada vez mais difíceis, além de preservar o carácter democrático das decisões. Reino Unido e Irlanda obtiveram aqui algumas concessões. No que respeita à área da Justiça e Assuntos Internos, estes dois países salvaguardam a possibilidade de não participarem nas medidas tomadas nos domínios que abandonam a regra da unanimidade. Mas as decisões por unanimidade continuam a ser a regra para a política externa europeia, fiscalidade, política social, recursos próprios da UE ou revisão dos Tratados. INOVAÇÕES INSTITUCIONAIS A partir de 2009, haverá um presidente do Conselho Europeu eleito por dois anos e meio pelos seus membros, que são os chefes de Estado ou de Governo dos países da UE. Competir-lhe-á assegurar a coerência dos trabalhos do Conselho Europeu e funções de representação externa da UE, mas não terá funções executivas. As actuais presidências semestrais da UE serão modificadas de acordo com uma decisão a tomar pelo Conselho, o qual deverá prever equipas de três Estados-membros para um período de 18 meses, que assegurarão entre elas a presidência do Conselho Assuntos Gerais e dos Conselhos de Ministros sectoriais da UE (Economia e Finanças, Agricultura, Justiça e Assuntos Internos, Ambiente, entre outros). Já as reuniões do Conselho Relações Externas passam a ser presididas pelo "Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança", o novo cargo de coordenador da política externa europeia que será exercido por um vice-presidente da Comissão Europeia. Por seu lado, a Comissão Europeia contará, a partir de 2014, com um número de comissários europeus igual a dois terços do número total de Estados-membros, em vez do actual sistema em que cada país tem o "seu" comissário. Os Estados-membros passam a nomear um comissário para Bruxelas com base numa "rotação igualitária". Isto significa que cada Estado ficará sem comissário uma vez em cada três mandatos de cinco anos. O Presidente da Comissão Europeia será eleito pelo PE (Parlamento Europeu), sob proposta do Conselho Europeu. Isto reforçará a importância das eleições europeias, já que o Conselho Europeu terá de ter em conta os seus resultados para submeter ao PE o seu candidato à presidência da Comissão Europeia. Tal como agora, o PE deverá também aprovar a investidura da Comissão no seu todo e guarda o poder de votar uma moção de censura (por maioria de 2/3), o que implica a demissão do executivo comunitário. REFORÇO DOS PARLAMENTOS NACIONAIS A Holanda obteve o reforço dos poderes dos Parlamentos nacionais no processo decisório da União. Passam a poder pedir, em certas condições, à Comissão Europeia para voltar a examinar um proposta legislativa que estimem violar o princípio da subsidiariedade, segundo o qual a União só intervém quando os Estados membros sozinhos não estiverem em condições de enfrentar eficazmente o problema em questão, como previa a Constituição. Poderão também, se metade deles o desejar, submeter a questão a uma votação no Conselho e no PE, bastando que uma destas instituições se pronuncie a favor da objecção para pôr termo ao processo legislativo europeu. MAIS GARANTIAS PARA OS ESTADOS E MAIS FLEXIBILIDADE O novo Tratado prevê igualmente uma mais precisa definição das competências da UE, estabelecendo que tudo o que não é atribuído à União continua a ser da exclusiva competência dos Estados-membros. Fonte: Agência LUSA

Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

A CANIBILIZAÇÃO DA PEQUENA EMPRESA

À semelhança do que sucede na generalidade do País, também as Pequenas e Médias Empresas (senão mesmo a micro empresa) predominam no distrito de Santarém. Das perto de 16.500 unidades empresariais existentes em 2006 na região, 86% não excediam os 9 trabalhadores e 66% não empregavam mais de 3 pessoas. Sublinhando a tendência para a progressiva redução da dimensão das empresas no distrito, constata-se que no ranking das 500 maiores empresas nacionais, publicado há dias pelo Expresso, apenas 7 unidades aparecem como sedeadas no distrito de Santarém, sendo curioso constatar que 2 delas diziam respeito a Hospitais Distritais. Claro que, de acordo com as especificidades e reconhecidas limitações estruturais deste tipo de unidades de pequena ou muito pequena dimensão, torna-se necessário a aplicação na região de uma estratégia de desenvolvimento empresarial, muito própria, que tenha em conta essas mesmas limitações. Se a assim não for, vemos cada vez mais a maioria do tecido empresarial da região ser todos os dias canabilizado por grupos económicos super dimensionados, alicerçados e, em muitos casos estimulados, pela falta de um urbanismo comercial que tenha em conta a importante função das pequenas empresas na dinamização, criação de emprego e sustentação populacional da malha urbana das povoações, onde a actual desertificação e degradação dos “centros históricos” constitui um exemplo bem elucidativo. O Governo, reconhecendo pelo país inteiro o agravamento desta situação, anunciou recentemente que até final deste ano vai disponibilizar 530 milhões de euros para reforçar a competitividade das PMEs, que demonstrem um carácter empreendedor e inovador e que se queiram modernizar. Trata-se, sem dúvida, de uma medida que reconhecendo as dificuldades porque passa a pequena empresa, muita dela de cariz familiar, tenta apetrechá-las com novas valências que as possam fortalecer. Tememos, no entanto, que a generalizada pequena dimensão do capital social e humano da maioria destas pequenas e micro empresas, a difícil situação financeira em que já se encontram, a persistência da total ausência por parte das autarquias, da implementação de um Urbanismo Comercial inserido na revitalização dos aglomerados urbanos e incentivador pela negativa de um desmesurado crescimento das “megas superfícies” acompanhado de um “chinesismo” galopante, não possibilite já a estas pequenas empresas, autênticas células vivas do tecido quotidiano das cidades, aproveitar da melhor maneira o anunciado auxílio financeiro do governo. Renato Campos Artigo publicado no jornal “O Ribatejo “ de 23/11/07

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

REVISTA DE IMPRENSA

POLÍTICA - Audição do Grupo Parlamentar do CDS-PP sobre o Tratado Reformador da União Europeia, com a participação de Paulo Portas, tendo como convidados o bispo do Porto, D. Manuel Clemente, o presidente do Centro Cultural de Belém, Mega Ferreira, o ex-líder do CDS/PP Adriano Moreira, e o constitucionalista Tiago Duarte. - O ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, participa hoje em Itália num encontro da iniciativa "5+5", que reúne num debate informal ministros da Defesa de dez países do norte e sul do Mediterrâneo, seguindo depois para a Lituânia, onde visita as tropas portuguesas estacionadas naquele país báltico. SOCIEDADE - Entrega de diplomas de nível secundário no âmbito dos Centros Novas Oportunidades. Participam o primeiro-ministro, José Sócrates, e os ministros do Trabalho, Vieira da Silva, e da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues - O Conselho Português para os Refugiados, ao abrigo de um acordo entre os governos de Portugal e de Malta, recebe hoje um grupo de 12 refugiados da Somália e Eritreia. INTERNACIONAL - Começa o julgamento do ex-Presidente peruano Alberto Fujimori, acusado de violações dos direitos humanos. Enfrenta uma pena de 30 anos. - Kosovo: Relatório dos mediadores internacionais - União Europeia, Rússia e Estados Unidos - sobre o conflito entre o Kosovo e a Sérvia acerca do novo estatuto da província é entregue ao Conselho de Segurança da ONU. - Argentina: Cristina Kirchner é empossada Presidente da República, numa cerimónia a que assiste, entre outros, o seu homólogo brasileiro Luís Inácio Lula da Silva - Cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz, de 2007, em Oslo, Noruega. LUSOFONIA - Trabalhadores nos Estados Unidos dos serviços externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros português iniciam greve contra a dupla tributação, que se prolonga até ao dia 12. - O Presidente da República da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, visita Espinho, onde manterá encontros com empresários locais. - Começa em Lisboa o Fórum dos órgãos executivos da Administração Eleitoral dos países de língua portuguesa, que decorre até quarta-feira. PAÍS - 19º Fórum de Participação Metro Sul do Tejo (MST). No âmbito do encontro será feito o ponto de situação das obras em curso. - Apresentação pública do projecto torres novas.pt, estratégia de desenvolvimento para o concelho de Torres Novas no horizonte 2008-2015, que inclui projectos abrangentes a desenvolver na cidade e no concelho, integrada ao nível de acesso aos fundos estruturais no seio do Médio Tejo. A estratégia tem por base um conjunto de projectos estruturantes que integram o TURRIS XXI - Programa de requalificação da cidade de Torres Novas, cuja execução ultrapassou os 85%. Participam o secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão e Augusto Mateus. ECONOMIA - Primeiro Congresso Internacional do Mobiliário, promovido pela APIMA, que debate aumentos das matérias-primas, necessidade de inovação, afirmação do design português nos mercados internacionais e o plano de internacionalização para 2008. - Greve de trabalhadores da REFER, que deverá provocar perturbações na circulação ferroviária. DESPORTO - Futebol: Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol assina em Lisboa protocolo, no âmbito do Programa Novas Oportunidades, na presença do primeiro-ministro, José Sócrates. Fonte: Agência LUSA

Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

BOA SORTE/GOOD LUCK - Vanessa da Mata & Ben Harper

"Nascemos, vivemos e morremos sozinhos. Só através do amor e da amizade podemos criar a ilusão de que não estamos sozinhos"

Orson Welles

Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

EDMUNDO PEDRO EM SANTARÉM NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

1.º ANIVERSÁRIO DO MIGUEL

Parabéns ao nosso sobrinho Miguel! Parabéns à Tita e ao João.
Miguel, este é o primeiro de muitos! Há um ano atrás vieste trazer mais alegria e reforçar a felicidade da nossa família. Não o podias saber. Mas nasceste – como se não fosse sempre assim – num momento particularmente oportuno, vieste compensar o que estava descompensado, repor a fé que, por vezes no mundo dos Homens, tendemos a perder. Talvez seja este o “milagre da vida”. A capacidade de irmos renovando a esperança e a fé, nos equilíbrios e desequilíbrios dos que chegam e dos que vimos partir. Foste, és e serás sempre, para todos nós, um lindo sonho! Paulinha e Pedro Um lindo Sonho Numa noite comum Olhando para o céu, Encontrei a lua, A Lua cor de mel. Uma ave surgindo Do meio da constelação, Me levou para a lua Na maior emoção. Quando cheguei lá, Duas trilhas avistei, escolhi a da direita, A esquerda já nem sei... — Estou num conto de fadas Podem acreditar! Essa poesia, Não dá pra explicar... Percebi que era sonho Quando despertei, Mas a lua estava lá A procura do seu Rei. Aline Vonzodas Garroux

Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

DAR VOZ AOS MILITANTES, DAR VOZ AOS CIDADÃOS

Agenda
Sábado, 13 de Outubro de 2007 Cartaxo, Junta de Freguesia, 15h Reunião de Trabalho com Militantes do PS Sábado, 27 de Outubro de 2007 Cartaxo, Hotel Quinta das Pratas, 15h Fórum Novos Desafios

Sábado, 25 de Agosto de 2007

APRESENTAÇÃO DO FÓRUM "NOVOS DESAFIOS"

A candidatura à Comissão Política do Partido Socialista do Cartaxo, Dar Voz aos Militantes, Dar Voz aos Cidadãos, que tenho a honra de encabeçar lançou hoje, em Pontével, o fórum “Novos Desafios”. Nesta reunião, realizada na Biblioteca de Pontével, em que participaram cerca de 70 pessoas, defendemos um PS mais aberto. Mais aberto à participação dos militantes e, de forma descomplexada, mais aberto aos nossos concidadãos que, pretendendo manter o seu estatuto de independência partidária, querem, connosco, assumir a batalha do desenvolvimento da nossa terra. Esta primeira reunião do Fórum “NOVOS DESAFIOS” quer marcar uma nova fase na vida do PS/Cartaxo. Quer representar para a vida local o que o Fórum “NOVAS FRONTEIRAS” representou a nível nacional: uma plataforma de debate, de diálogo a todos aqueles que, militantes ou não, queiram intervir na vida social, económica e política, na promoção dos valores e dos princípios de esquerda que o PS representa. Mais informação em http://darvozaosmilitantes.blogspot.com/

Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007

BLOGUE DA CANDIDATURA "DAR VOZ AOS MILITANTES, DAR VOZ AOS CIDADÃOS"

A candidatura à Comissão Política do Partido Socialista do Cartaxo, Dar Voz aos Militantes, Dar Voz aos Cidadãos, que tenho a honra de encabeçar, é um espaço político aberto à participação de todos os militantes do PS e de todos os nossos concidadãos que, pretendendo manter o seu estatuto de independência partidária, querem, connosco, assumir a batalha do desenvolvimento da nossa terra. O blogue da candidatura é